Pelosi, 78 anos, foi eleita com 220 votos favoráveis e 182 contrários, dos quais 15 provenientes das fileiras democratas.

A nova presidente da câmara baixa do Congresso norte-americano, em discurso escrito, prometeu “restaurar a integridade do governo para que as pessoas tenham confiança em que o governo trabalhe para o interesse público, não para os interesses especiais”.

O novo Congresso não se parece com nenhum outro. Há mais mulheres do que nunca e uma nova geração de muçulmanos, latinos, nativos americanos e afro-americanos na Câmara dos Representantes está a criar o que os académicos designam por democracia refletiva, mais alinhada com a população dos EUA.

Os eleitos republicanos, por seu turno, continuam a ser na sua maioria homens brancos.

Nas suas declarações, depois de ter recebido o malhete simbólico da função, Pelosi disse que “esta Câmara vai ser para o povo, para reduzir os custos dos cuidados de saúde e o preço dos medicamentos, para aumentar os salários através da reconstrução da América com infraestruturas verdes e modernas”.

Esta é uma conjuntura de profunda divisão política, que alguns analistas equiparam à da Guerra Civil.

As linhas de confronto estão marcadas, não apenas entre democratas e republicanos, mas também dentro dos próprios partidos, entre as respetivas alas esquerda e direita.

Pelosi desafiou a história ao regressar à função de presidente da Câmara, depois de oito anos na bancada da minoria, vencendo a oposição interna que pretendia uma nova geração de líderes.

Enquanto presidente, vai enfrentar desafios iniciais da robusta ala de recém-chegados ao Congresso, incluindo a nova-iorquina Alexandria Ocasio-Cortez, de 29 anos, que ganhou tal proeminência no Capitólio e nas redes sociais que já é conhecida pelas suas iniciais (AOC).

Entre as recém-eleitas está também a democrata Ilhan Omar, do Estado do Minnesota, que obrigou à mudança das regras do Congresso para poder usar no plenário um lenço na cabeça.

Na quarta-feira, colocou uma fotografia com a sua família no aeroporto, acompanhada deste texto: “Há 23 anos, o meu pai e eu chegámos a um aeroporto em Washington DC, vindos de um campo de refugiados do Quénia. Hoje, regressamos ao mesmo aeroporto na véspera do meu juramento como a primeira somali-americana no Congresso”.

Porque o seu tempo é precioso.

Subscreva a newsletter do SAPO 24.

Porque as notícias não escolhem hora.

Ative as notificações do SAPO 24.

Saiba sempre do que se fala.

Siga o SAPO 24 nas redes sociais. Use a #SAPO24 nas suas publicações.