Harry Dunn, um britânico de 19 anos, morreu no dia 27 de agosto de 2019, no centro de Inglaterra, na sequência da  colisão da sua moto com o carro dirigido por Anna Sacoolas, que não estava habituada com a condução inglesa (pela esquerda). Sacoolas, de 42 anos, casada com um diplomata americano, invocou imunidade diplomática e viajou para os Estados Unidos.

No final de dezembro, foi denunciada por condução perigosa que provocou a morte do jovem, e as autoridades britânicas iniciaram um processo de extradição junto ao departamento de Estado. Processo que foi agora rejeitado pelas autoridades americanas.

"O governo dos Estados Unidos rejeitou o pedido do Reino Unido", declarou um porta-voz do  departamento americano de Estado.  "No momento do acidente e durante toda a sua permanência no Reino Unido, a motorista, uma cidadã americana, tinha imunidade", justificou o departamento em declaração transmitida à AFP.

"Se os Estados Unidos tivessem aceite o pedido de extradição britânico, tornariam a invocação de imunidade diplomática uma nulidade na prática e estabeleceriam um precedente muito problemático", acrescentou o departamento de Estado.

"Estamos decepcionados com esta decisão, que parece uma negação da justiça", reagiu, por seu lado, uma porta-voz do ministério britânico das Relações Exteriores. "Estamos a avaliar as nossas opções com urgência".

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