“Hoje assistimos a essa tentativa de homicídio e evitámo-la. Desde o primeiro momento, há quatro dias, que considerámos todas as possibilidades: sequestro, rapto ou mesmo homicídio. Os intervenientes podiam estar todos mortos, vivos ou algum ou os dois mortos”, disse Vítor Paiva, em declarações aos jornalistas.

Segundo o diretor da PJ de Setúbal, as autoridades investiram nos últimos dias “em variadíssimas frentes”, controlando os locais onde o homem se podia encontrar ou deslocar, e hoje houve “condições para perceber que o suspeito poderia ter regressado à sua própria residência”.

Vítor Paiva lembrou que o suspeito já tem antecedentes criminais, tendo sido detido e condenado no âmbito de um processo de natureza sexual investigado pela PJ de Setúbal, contra uma sua enteada na altura com 14 anos.

Além de outros antecedentes de “coisas menos graves do ponto de vista criminal”, o suspeito já tinha antecedentes de violência doméstica contra a vítima em questão, “com quem viveu durante um ano uma relação conflituosa que deu azo a uma queixa na GNR”.

O responsável adiantou ainda aos jornalistas que nas instalações da Judiciária está também o filho do detido, que o poderá ter ajudado durante os dias em que a mulher de 37 anos esteve desaparecida.

A mulher, que estava desaparecida desde o início desta semana, foi hoje encontrada com vida, na companhia do ex-companheiro, “mas maltratada”.

Vítor Paiva sublinhou ainda que a operação da Polícia Judiciária foi realizada “logo que possível” depois de confirmada a presença durante a noite do suspeito e da vítima na residência do primeiro, através de uma “intervenção musculada e de risco”.

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