Segundo a organização, “o pioneirismo e o arrojo de mais de uma centena de homens, que há 140 anos se aventuraram por um território até então pouco conhecido”, vai ser relembrado com um programa diversificado, que inclui ações a realizar em Seia, Manteigas, Guarda, Coimbra e Lisboa.

O programa comemorativo integra, entre outras iniciativas, percursos pedestres, visitas guiadas, conferências e uma exposição itinerante.

As atividades começam no dia 10 de setembro, no Centro de Interpretação da Serra da Estrela (CISE), em Seia, com a realização de um congresso dedicado à Expedição Científica de 1881.

Do programa consta também “um conjunto alargado de visitas guiadas por investigadores com trabalho relevante em diferentes áreas do conhecimento”, referem as entidades organizadoras em comunicado enviado hoje à agência Lusa.

A fonte salienta uma visita ao Planalto Superior da Serra da Estrela (no dia 11 de setembro), “com revisitação de alguns dos locais mais emblemáticos da expedição de 1881”, excursões à Estância de Montanha das Penhas Douradas e às Termas de Manteigas (18 de setembro), ao Parque da Saúde da Guarda (19 de setembro) e ao Museu da Farmácia, em Lisboa (30 de setembro).

Alguns destes momentos incluem almoço expedicionário, “uma experiência gastronómica que tem por base os menus de 1881, contemporaneamente interpretados pelos chefes” da Escola Superior de Turismo e Hotelaria de Seia do Instituto Politécnico da Guarda.

Para outubro estão programadas visitas ao Jardim Botânico da Ajuda (Lisboa), ao Jardim Botânico da Universidade de Coimbra e sessões cinematográficas a realizar na Cinemateca Portuguesa (Lisboa) e durante o CineEco – Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela (Seia).

O encerramento das comemorações da Expedição Científica à Serra da Estrela decorrerá na Sociedade de Geografia de Lisboa, a instituição onde há 140 anos a “histórica aventura” teve a sua génese.

Segundo a organização, a iniciativa “celebra um momento ímpar da História da Ciência em Portugal, que permitiu revelar alguns dos segredos da mais alta montanha do território continental, dando a conhecer a Serra [da Estrela] nas suas dimensões geográficas, climáticas, orográficas, antropológicas, etnográficas, arqueológicas e médicas”.

“A memorável Expedição Científica constituiu, também, um importante antecedente na institucionalização do turismo em Portugal, tendo deixado um legado patrimonial material e imaterial ainda bem presente na Serra da Estrela”, conclui.

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