“Devolvam-nos os nossos filhos”, “as mães têm medo do serviço militar”, podia ler-se nos cartazes empunhados pelas famílias reunidas em frente ao escritório da Organização das Nações Unidas (ONU) na cidade de Qamichli, sob administração curda.

De acordo com um relatório divulgado pela ONU, em maio, mais de 400 crianças foram recrutadas entre julho de 2018 e junho de 2020 pelas Unidades de Proteção Popular, no nordeste da Síria.

“A minha filha tem 16 anos e está doente. Está desaparecida há seis dias”, disse Mohammad Sharif, um pai, de 35 anos, que acusa as Unidades de Proteção à Mulher de terem sequestrado a sua filha.

Khaled Jabr, funcionário do gabinete de proteção de crianças, disse que a administração curda “recusa categoricamente a inscrição de menores” e assegura que as 213 crianças recrutadas pelas milícias foram devolvidas aos pais, incluindo 54 menores que foram devolvidos às suas famílias no mês passado.

Em junho de 2019, as autoridades curdas assinaram um plano de ação conjunto com a ONU, para acabar com o recrutamento de crianças e preveni-lo, mas, desde essa altura, as Nações Unidas confirmaram pelo menos 160 casos de recrutamento de menores.

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