Paulo Ferrão foi hoje ouvido no parlamento pelos deputados da comissão de Educação e Ciência, a propósito das questões do emprego científico, e anunciou que iria convocar o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) e o Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP) para os informar dessas alterações, tendo em conta o processo de avaliação de unidades de investigação em curso, que não se prevê que possa estar concluído em breve.

“Não consigo garantir que a avaliação possa estar terminada até ao fim do mês de dezembro. O que me compete a mim e à FCT é garantir que o financiamento às unidades se mantém. O que posso dizer é que iniciámos já contactos com outras tutelas que gerem os fundos estruturais para fazer alterações cirúrgicas nos regulamentos para garantir que as unidades terão o financiamento assegurado para 2019. Vamos torná-lo público para que as unidades vivam com tranquilidade”, disse Paulo Ferrão aos deputados.

Segundo o presidente da FCT foram feitas as primeiras visitas a instituições nas últimas semanas e defendeu a posição assumida pelo coordenador do processo de avaliação, Luís Magalhães, de que “não pode a qualidade ser prejudicada pela pressa”, dizendo que o processo em curso já dura há 11 meses, mas lembrando outros anteriores que demoraram quase dois anos.

Sobre o concurso de 950 bolsas de doutoramento cujos resultados preliminares foram divulgados em agosto, Paulo Ferrão disse ter “como meta apresentar os resultados finais em outubro”.

Paulo Ferrão ouviu ainda críticas dos deputados sobre a gestão do processo, com Ana Mesquita, do PCP, a referir as queixas e denúncias que chegam aos deputados de candidatos que se sentem prejudicados nos concursos, comentários depois secundados por Duarte Marques, do PSD, que disse que a FCT, “como gestora de ciência não é eficaz e não presta um bom serviço”, havendo um grande descontentamento dos investigadores.

Entre críticas à forma como a fundação comunica o trabalho que desenvolve, Ana Mesquita questionou Paulo Ferrão sobre que avaliação iria a FCT fazer do seu próprio processo de avaliação.

“Tenho como meta podermos fazer uma análise do que se passou. Qualquer avaliação que possa ser feita sobre o processo de avaliação da FCT tem que ser por uma entidade externa. Tomo boa nota. Tentarei ver o que podemos fazer para haver uma entidade externa que de uma forma idónea se possa pronunciar”, respondeu o presidente da FCT.

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