"No nosso efetivo, tínhamos muitos elementos com credenciação para proteção pessoal, mas a SPDE não estava habilitada para o efeito", referiu.

Eduardo Silva é o principal arguido da "Operação Fénix", estando acusado de 17 crimes de exercício ilícito de atividade de segurança privada, além de associação criminosa, favorecimento pessoal e detenção de arma proibida.

A lista de arguidos integra a empresa SPDE - Segurança Privada e Vigilância em Eventos, acusada de um crime de associação criminosa e outro de exercício ilícito de atividade de segurança privada.

Para a acusação, ficou indiciado que este grupo se dedicava às chamadas "cobranças difíceis", exigindo, através da violência física e/ou de ameaças, o pagamento de alegadas dívidas.

O presidente do Futebol Clube do Porto, Pinto da Costa, e o ex-administrador da SAD portista, Antero Henrique, são igualmente arguidos no processo, por alegadamente terem contratado serviços de acompanhamento e proteção pessoal à SPDE quando saberiam que a empresa não dispunha de alvará para o efeito.

Hoje, confrontado com uma alegada minuta de contrato entre o FCP e a SPDE para assegurar aqueles serviços, Eduardo Silva disse que o documento "não foi enviado da SPDE".

"Sou alheio a esse documento", sublinhou.

A "Operação Fénix" é um processo relacionado com a utilização ilegal de seguranças privados.

Os 54 arguidos respondem por crimes de associação criminosa, exercício ilícito da atividade de segurança privada, extorsão, coação, ofensa à integridade física qualificada, ofensas à integridade física agravadas pelo resultado morte, tráfico, posse de arma proibida e favorecimento pessoal.

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