O organismo de combate à fraude fiscal espanhol, através de um requerimento emitido a 12 de dezembro, exigiu "toda a informação e documentação com relevância fiscal" a que o El País e os restantes parceiros do consórcio de jornalistas tiveram acesso. Ao todo são mais de 1900 GB de informação que foram inicialmente fornecidos à revista alemã "Der Spiegel" por um grupo de pessoas que denunciaram o caso.

As Finanças espanholas estão interessadas nos documentos com informação sobre o incumprimento das obrigações fiscais dos jogadores e empresários do mundo do futebol. O fisco espanhol pediu acesso a dados sobre 37 jogadores e empresários que são atualmente ou já foram residentes em Espanha.

Entre os portugueses contam-se os nomes de Fábio Coentrão, José Mourinho, Pepe, Ricardo Carvalho e Cristiano Ronaldo.

Cristiano Ronaldo diz sentir-se "um inocente que está preso" com as suspeitas de evasão fiscal, numa entrevista publicada hoje pela revista francesa France Footbal, que premiou na segunda-feira o futebolista português com a quarta Bola de Ouro.

Depois de receber o galardão, o capitão da seleção portuguesa garantiu que não fez “nada de mal” e que tem todas as contas fiscais regularizadas.

“Quando falam de mim [a imprensa], não me sinto bem. Tenho feito bem as coisas. Há muitas pessoas inocentes na prisão”, disse o agora ‘tetra’ Bola de Ouro, atribuída anualmente pela revista francesa ao melhor futebolista do mundo, após a votação de jornalistas de 173 países.

O goleador do Real Madrid insistiu que não fez “nada de mal”, ao contrário do que a imprensa relata, publicando vários documentos do ‘Football Leaks’.

“Tudo isto não me está a fazer bem. É difícil, não só para mim como também para as pessoas que estão ao meu lado. A minha família, o meu filho e toda a gente que trabalha comigo”, admitiu o jogador português.

Ronaldo até relativizou as notícias que falam sobre a sua vida privada, os seus amigos, onde foi de férias, se está “noivo ou não”, mas insistiu que as recentes informações “têm a ver com a justiça”, lembrando que, para isso, tem os seus advogados.

“A verdade vai ‘rebentar, mais cedo ou mais tarde”, considerou.

A Autoridade Tributária de Espanha exige, com base na Lei Geral de Tributação, acesso a todas as informações dos milhares de documentos obtidos pela revista alemã. Desde contratos assinados pelos contribuintes sob investigação aos e-mails privados, documentos, folhas de Excel e fotografias que fazem parte do arquivo cedido aos jornalistas.

A 2 de dezembro os membros do European Investigative Collaborations (EIC), que inclui o Expresso e o El Mundo, entre outros, noticiaram que Cristiano Ronaldo evadiu, supostamente, 150 milhões de euros em impostos através de uma sociedade nas Ilhas Virgens.

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