Segundo a mesma fonte, os fiscais estão também proibidos de frequentar as instalações da Polícia Municipal de Loures ou de qualquer departamento da autarquia.

Os oito fiscais, pertencentes aos quadros da Câmara Municipal de Loures, foram detidos na quarta-feira, na sequência de uma operação da PJ que deteve 12 pessoas por suspeita dos crimes de corrupção passiva e de corrupção ativa, durante a operação “Embargo final”, realizada através da Unidade Nacional de Combate à Corrupção.

Nesta operação foram também detidos dois empreiteiros, um arquiteto e um empresário ligado a uma obra particular, que ficaram também sujeitos às medidas de coação de proibição de contactos.

Na quarta-feira, fonte da PJ explicou à Lusa que em causa estão situações relacionadas com vistorias e licenciamento de obras de construção civil no concelho de Loures, no distrito de Lisboa, em troca de contrapartidas financeiras.

“A investigação começou em maio de 2020, mas foram identificadas dezenas de situações. Há processos mais antigos, referentes a 2017, que dizem respeito à atuação dos fiscais”, referiu a mesma fonte.

Durante a operação “Embargo final”, realizada no âmbito de um inquérito dirigido pelo Ministério Público (Departamento de Investigação e Ação Penal de Loures), foram realizadas 18 buscas domiciliárias e 32 buscas não domiciliárias.

“Foram feitas buscas nas instalações da Polícia Municipal de Loures - não nas instalações do município -, residências dos detidos e algumas pessoas, locais de trabalho dos detidos, empresas e viaturas. Foram apreendidas quantias em dinheiro que tinham na sua posse, dentro de envelopes, com valores variáveis”, disse a fonte policial.

Os detidos têm entre 44 e 64 anos e nas buscas participaram 84 efetivos da polícia.

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