“A Direção da Federação Portuguesa de Futebol decreta um minuto de silêncio em memória das vítimas da tragédia ocorrida num estádio de futebol na Indonésia. A homenagem será cumprida em todos os jogos das competições organizadas pela FPF”, pode ler-se em comunicado publicado no sítio oficial do organismo.

Na mesma nota, o presidente da FPF, Fernando Gomes, refere que “foi com enorme estupefação e um sentimento de profunda dor, mas também de revolta” que teve conhecimento “dos acontecimentos de proporções trágicas ocorridos num estádio na Indonésia”.

“É com grande tristeza que lamento as consequências dramáticas desta tragédia de que resultaram a morte de mais de 170 adeptos, entre eles muitas crianças. Um estádio de futebol deve ser palco de festa e alegria e nunca de violência e morte”, concluiu.

O minuto de silêncio será respeitado nas competições organizadas pela FPF, nomeadamente na Taça de Portugal, cuja segunda eliminatória decorre este fim de semana.

As autoridades indonésias disseram que os tumultos ocorridos no final de um jogo de futebol em Java Oriental provocaram 174 mortos, mas admitiram que este número poderá aumentar por haver muitos feridos em estado crítico.

A tragédia, uma das piores da história do futebol, ocorreu no sábado à noite, quando cerca de 3.000 adeptos invadiram o campo após a derrota da equipa da casa, o Arema FC, frente aos rivais do Persebaya Surabaya, por 3-2.

A polícia usou gás lacrimogéneo para tentar controlar os adeptos em fúria, mas a sua ação acabou por provocar o pânico, com milhares de pessoas a precipitarem-se para a saída.

Muitas das pessoas morreram espezinhadas no caos da debandada.

Nos tumultos, que se estenderam ao exterior do estádio, morreram pelo menos dois agentes da polícia.

O campeonato indonésio foi suspenso e as autoridades ordenaram um inquérito aos incidentes.

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