“Enquanto presidente [do CES] diria que este assunto tem que ser acompanhado com ponderação e com cuidado. Vivemos circunstâncias particularmente difíceis e, neste contexto, há que agir com muita ponderação e creio que essa ponderação tem prevalecido na resposta que tem sido dada, quer do ponto de vista político, quer do ponto de vista económico e social”, afirmou Francisco Assis aos jornalistas, após uma audiência com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, ressalvando que não podia falar pelo CES, no seu todo, uma vez que o conselho ainda não está plenamente constituído.

O antigo líder parlamentar do PS disse ainda acompanhar o tema com atenção, “ouvindo todos os setores e percebendo as dificuldades" com que estão confrontados.

Para o responsável, a crise potenciada pela pandemia de covid-19 veio “alterar substancialmente” a realidade e, por isso, este deve ser um fator a ter em atenção.

O presidente do CES não quis comentar possíveis valores de aumento, sublinhando que esse vai ser, “seguramente, um assunto importante” nas reuniões de Concertação Social.

“A situação alterou-se radicalmente nos últimos meses. Todos esperamos que seja uma crise que passe o mais depressa possível. Se assim acontecer, provavelmente, dentro de um ano ou dois, todos […] estarão em condições de afirmar, plenamente, os seus compromissos, mas é preciso ver que, neste momento, estamos a viver uma situação especialmente dramática”, vincou.

Marcelo Rebelo de Sousa não prestou declarações no final da reunião.

No passado sábado, o Presidente da República disse que vai "esperar para ver" o resultado das negociações, em sede de Concertação Social, sobre o aumento do salário mínimo nacional.

"É uma questão que envolve vários parceiros e, portanto, é prematuro estar a comentar aquilo que é um processo em curso", declarou, na altura, na ilha do Porto Santo, arquipélago da Madeira, onde esteve de férias.

Em 10 de julho, o antigo líder parlamentar do PS Francisco Assis foi eleito presidente do CES pela Assembleia da República, com 170 votos a favor, 53 votos em branco e cinco nulos.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 749 mil mortos e infetou mais de 20,6 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.770 pessoas das 53.548 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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