O acordo para o financiamento das bolsas de estudo foi assinado pelo diretor Corporativo de Territórios e Centros da fundação espanhola, Rafael Chueca, pelo presidente da Plataforma, o antigo chefe de Estado português Jorge Sampaio, e pelo presidente honorário do BPI, Artur Santos Silva.

A nova parceria visa proporcionar o acesso a estudos superiores de estudantes que se encontram em situação de emergência humanitária ou refugiados acolhidos em Portugal e Espanha, integrada no Programa de Bolsas Universitárias a Estudantes Sírios, que terão assim dois anos para terminar as licenciaturas ou mestrados.

Segundo explicou Jorge Sampaio, das cerca de 2.000 candidaturas para as bolsas foram já escolhidos os 50 finalistas, que começarão as aulas no início do próximo ano letivo (40 em Portugal e 10 em Espanha), devendo, até lá, e a partir da próxima segunda-feira, frequentar um curso intensivo de Língua Portuguesa.

Sampaio, o “ideólogo” da iniciativa, acrescentou que em Portugal 47 universitários sírios já concluíram o mestrado, número que, disse, sobe para 119 dispersos maioritariamente por Portugal, mas também noutros sete países europeus.

“Há uma taxa de sucesso de 99% e todos já assumiram que pensam regressar à Síria logo que acabar a guerra, pelo que é necessário terminar com um conflito que não pode ser nem escondido nem esquecido”, afirmou Sampaio ao discursar no evento.

A Plataforma Global para Estudantes Sírios é uma organização sem fins lucrativos criada por Jorge Sampaio, que foi Presidente da República português entre 1996 e 2006, com o apoio de instituições parceiras como o Conselho de Europa, Liga Árabe, Organização Internacional para as Migrações (OIM), Instituto Internacional de Educação (IE) e a Fundação Calouste Gulbenkian, entre outras.

Recentemente, sob proposta de Jorge Sampaio, antigo Alto Comissário da ONU para o Diálogo de Civilizações, a Plataforma criou um novo projeto, intitulado “Mecanismo de Resposta Rápida para Situações de Emergência Académica”, que permite uma “resposta sistémica para o problema do ensino superior em situações de emergência.

O projeto surge numa altura em que, segundo a Plataforma, ocorrem atualmente no mundo 35 conflitos e existem mais de 65 milhões de refugiados e deslocados.

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