Os deputados votaram contra a alteração legislativa por 323 votos contra 309, sendo que este primeiro resultado é sobretudo encorajador para a primeira-ministra Theresa May, na véspera do voto de confiança do parlamento, na quinta-feira.

Os conservadores alcançaram, na segunda-feira, um acordo ‘in extremis’ com os unionistas do DUP, que, em contrapartida, conseguiram do governo a promessa de um financiamento de mil milhões de libras suplementares (cerca de 1,1 mil milhões de euros) a favor da Irlanda do Norte.

A alteração legislativa apresentada pelo Partido Trabalhista pedia o fim dos cortes no orçamento da polícia e dos bombeiros e a revalorização dos salários do setor público, que nos últimos anos tem vindo a crescer de forma mais lenta do que a inflação.

Um estudo publicado hoje pelo Centro Nacional de Investigação Social revelou que 48% da população britânica é favorável a um aumento de impostos com vista ao crescimento do investimento público, o valor mais alto da última década.

Por outro lado, uma fonte de Downing Street, citada pela agência de notícias France-Presse, referiu um possível abrandamento nas medidas de austeridade, indicando que poderiam ser revistos em alta os salários do setor público.

“Compreendemos que os eleitores estejam cansados depois de anos de trabalho duro para reconstruir a economia”, declarou a mesma fonte.

Mais tarde, um porta-voz de Downing Street contrariou aquelas declarações, sublinhando que a política do governo não mudou e que nenhuma decisão está tomada antes da votação do orçamento, previsto para o outono.

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