O Governo diz ter tomado nota da detenção de Andrés Esono, na quinta-feira, no Chade, com "apreensão" e “apela a um esclarecimento cabal da presente situação", reiterando "a importância de serem observados a legalidade e o princípio do Estado de Direito”, de acordo com um comunicado.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros “nota ainda, com preocupação, recentes episódios indiciadores de limitação das liberdades políticas envolvendo figuras da oposição equato-guineense”, acrescenta o comunicado.

Andrés Esono foi detido no Chade quando participava num encontro com aliados políticos do partido chadiano União Nacional para a Democracia e Ressurgimento, dirigido por Saleh Kebzbo.

O Governo da Guiné Equatorial confirmou, através de uma nota de imprensa na sexta-feira, que Esono foi detido e disse que a sua deslocação ao Chade tinha como objetivo a compra de armas para um golpe de Estado no país.

Em declarações à Efe no passado dia 29 de março, Esono disse que os cidadãos da Guiné Equatorial carecem de um projeto de vida, devido à "ditadura perfeita" exercida pelo presidente do país, Teodoro Obiang, que tem "controlo total" sobre eles desde 1979.

Teodoro Obiang chegou ao poder em 1979 através de um golpe de Estado que derrubou o seu tio, Francisco Macías, e é o presidente há mais tempo no poder em todo o mundo.

Desde que se tornou independente de Espanha, em 1968, a Guiné Equatorial tem sido considerada pelas organizações de defesa dos direitos humanos um dos países mais corruptos e repressivos do mundo.

A Guiné Equatorial tornou-se membro de pleno direito da Comunidade de Países de Língua Portuguesa em julho de 2014.

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