“Foi identificada a necessidade de sensibilizar a população para os comportamentos de risco, atuando numa lógica preventiva. O objetivo é reforçar as práticas pedagógicas nos ensinos básico e secundário referentes à valorização dos recursos florestais, à sensibilização para a prevenção de comportamentos de risco e a medidas de autoproteção”, refere o ministério, numa resposta a questões enviadas pela agência Lusa.

O ME refere que entre as medidas a ser implementadas estão a produção de recursos didático-pedagógicos tendo como objetivo “dotar a comunidade escolar de conhecimento sobre os riscos”, que permita fomentar “hábitos de segurança e competências no âmbito da proteção civil”.

Pretende também implementar o Referencial da Educação para o Risco nos ensinos pré-escolar, básico e secundário, através de ações formativas específicas direcionadas para os professores.

Vai ser lançado um prémio de mérito académico para projetos desenvolvidos em matérias de Proteção Civil, vão ser editados folhetos de divulgação sobre riscos e medidas de autoproteção e reforçadas as ações de formação em suporte básico de vida para alunos do 10.º ano, salienta.

“Cada uma das iniciativas será articulada entre os serviços do ME e os serviços dos restantes Ministérios e entidades envolvidas”, acrescenta o ministério.

O ME explica que a Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania prevê já a inclusão das áreas de Desenvolvimento Sustentável, Educação Ambiental no primeiro grupo - ensino obrigatório em todos os anos e níveis – e que a área associada ao risco também vai ser trabalhada.

Vai ainda ser definida a oferta de ensino profissional para os bombeiros, incluindo a integração da Escola Nacional de Bombeiros no sistema educativo, de forma “articulada entre as áreas governativas da Administração Interna, da Educação, do Trabalho e Segurança Social, e da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural”.

O Governo vai criar o programa “Voluntariado Jovem Para a Natureza e Florestas”, que tem como objetivo implementar um programa de voluntariado juvenil para a preservação da natureza, florestas e ecossistemas, em particular a prevenção de incêndios e outras catástrofes ambientais.

“Este programa apoiará, por exemplo, ações de informação e sensibilização entre pares, ou seja, de jovens para jovens, assegurando um efeito multiplicador do programa e a sustentabilidade futura dos seus resultados”, frisa o ME, explicando que o programa vai ter um montante global de 1,5 milhões de euros em 2018.