Segundo a governante, o investimento do Ministério da Administração Interna (MAI) vai contemplar o Destacamento Territorial da GNR de Vilar Formoso, no concelho de Almeida, e os Postos Territoriais de Seia e de Figueira de Castelo Rodrigo.

“[As obras vão ser realizadas] para que possamos dotar estas infraestruturas com a dignidade que, não só os nossos militares merecem, como também as respetivas populações”, justificou.

Isabel Oneto falava hoje em Trancoso, no distrito da Guarda, onde presidiu à cerimónia militar comemorativa do Dia do Comando Territorial da GNR da Guarda.

“E vamos também, já na próxima semana, iniciar a entrega das viaturas, num total de duas mil viaturas para as forças e serviços de segurança, para que possamos, ano após ano, renovar o parque automóvel porque, sabemos, é um dos principais problemas dos nossos militares”, acrescentou.

A secretária de Estado agradeceu também aos autarcas presentes “pela colaboração que têm tido com as forças de segurança das respetivas áreas, e no caso em particular, da GNR”.

“As câmaras municipais, as juntas de freguesia, são parceiras institucionais do Governo e na resposta aos desafios de segurança”, disse.

Para Isabel Oneto, “a capacidade de ação, a sua proximidade e o conhecimento da realidade local” são essenciais para que a administração central e a administração local possam “dar um desenvolvimento mais célere aos vários processos e dar a resposta adequada às necessidades da população”.

“Assim, vamos procurar continuar a prosseguir o investimento na reabilitação das infraestruturas, na modernização dos equipamentos, na melhoria da relação entre cidadãos e as forças e serviços de segurança, e uma especial atenção à dignificação dos elementos das forças e serviços de segurança”, concluiu.

O comandante do Comando Territorial da GNR da Guarda, coronel Cunha Rasteiro, fez na sua intervenção um balanço da criminalidade verificada este ano no distrito e anunciou que os dados confirmam que “é um distrito seguro”.

O responsável observou, no entanto, que a sinistralidade rodoviária é “um dos principais fatores críticos de insegurança” daquele distrito.

“Bem sabemos que a insegurança rodoviária não se combate apenas com medidas policiais. Estamos cientes que é necessário envolver e fomentar a cooperação entre os diversos órgãos e entidades com responsabilidades nesta matéria”, defendeu.

Cunha Rasteiro disse que “reprimir não basta”, considerando que “a segurança nas estradas portuguesas é uma responsabilidade de todos e é, acima de tudo, uma questão cultural”.

Este ano, a GNR da Guarda fiscalizou 70 mil condutores, elaborou cerca de 15 mil autos de contraordenação e apreendeu e recuperou 35 viaturas.

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