“Um [tipo de público] que teve a ver com os adeptos que vieram dentro de uma organização que foi controlada pela UEFA, pela Federação Portuguesa de Futebol e que teve o contributo do Ministério da Saúde e da Direção-Geral da Saúde, em que nós demos dois pareceres. O outro público, diferente, foi o público dos turistas, e os turistas têm a sua dinâmica própria, são cidadãos que apanharam aviões, vieram para Portugal, entraram em Portugal com teste negativo e depois tiveram o comportamento que se viu”, disse Graça Freitas a jornalistas em Avis, no distrito de Portalegre, no final da apresentação do Plano de Contingência Saúde Sazonal – Módulo Verão 2021.

Graça Freitas insistiu que, “de um modo geral”, a questão relacionada com os adeptos que vieram de Inglaterra e que tinham o seu bilhete comprado esteve “bastante bem controlada”.

“Não esteve a 100% [controlada], houve momentos em que não estiveram na distância adequada ou não estavam com máscara, mas de um modo geral correu muito bem, estavam testados”, assegurou.

A diretora-geral da Saúde, que voltou a apelar para o cumprimento das regras para combater a covid-19, recordou ainda que já foram efetuados “ensaios pilotos” para o regresso do público ao futebol.

Questionada pelos jornalistas sobre se o regresso do público ao futebol poderá passar pela realização de testes de despistagem, Graças Feitas apenas disse que é um “fator a ponderar”.

A final da Liga dos Campeões, entre Manchester City e Chelsea, decorreu no Porto, num jogo com a presença de adeptos ingleses, que estiveram aglomerados no centro da cidade, a maioria sem cumprir as regras ditadas pela pandemia de covid-19, como o uso de máscara e o distanciamento físico.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3.704.003 mortos no mundo, resultantes de mais de 172 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 17.029 pessoas dos 851.461 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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