"Estimamos a adesão à greve entre 73 a 80% no Hospital do Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada, e os serviços mais afetados são o bloco operatório com o cancelamento de algumas cirurgias programadas e que necessitam de meios complementares de diagnóstico, tratamentos de fisioterapia, nomeadamente terapia da fala e ocupacional, exames imagiológicos e de cardiologia", afirmou Júlio Carvalho, delegado no arquipélago do Sindicato dos Técnicos Superiores de Diagnostico e Terapêutica.

Os técnicos de diagnóstico e terapêutica iniciaram hoje às 00:00 dois dias de greve nacional por falta de acordo com o Governo sobre matérias relativas às tabelas salariais, transições para nova carreira e sistema de avaliação.

A greve é convocada pelas quatro estruturas sindicais que representam os técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica, sendo que a paralisação deve afetar análises clínicas, meios complementares de diagnóstico e alguns tratamentos.

“Estamos a fazer greve por falta de alternativa. Era inevitável, já que o Governo encerrou as negociações, de uma forma unilateral, sem acordo e a carreira está vazia naquilo que concerne às transições, às tabelas salariais e na avaliação do desempenho”, sustentou Júlio Carvalho.

“Temos profissionais a lutar há 18 anos e queremos equidade com outras carreiras”, referiu, sublinhando "a solidariedade" dos profissionais nos Açores com os seus congéneres do continente.

Apesar da greve, alguns utentes da maior unidade de saúde da região garantiram à Lusa que não viram os seus exames cancelados.

Fonte da secretaria regional da Saúde acrescentou à Lusa que ainda aguarda pelo apuramento dos dados.

A greve, que se prolonga até às 24:00 de sexta-feira, prevê o cumprimento de serviços mínimos, abrangendo tratamentos de quimioterapia e radioterapia ou os serviços de urgência.

Os sindicatos alegam que a tabela salarial imposta pelo Governo faz com que cerca de 90% dos técnicos permaneçam na base da carreira toda a sua vida profissional enquanto o sistema de avaliação imposto prolonga a estagnação salarial.

Além disso, argumentam, o Governo violou o acordo firmado com os sindicatos, reduzindo a quota dos que atingem o topo da carreira em 50%.

Para hoje está agendada uma manifestação em Lisboa da parte da tarde.

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