O presidente do Sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização do SEF, Acácio Pereira, considerou que a greve irá afetar sobretudo os aeroportos de Lisboa, Porto e Faro.

O mesmo responsável assegurou que, apesar da greve, serão assegurados os serviços mínimos, embora estes não garantam a normal "fluidez de passageiros".

Acácio Pereira admitiu que com a greve haja mais "demoras e maiores constrangimentos", mas assegurou que os inspetores do SEF continuarão a garantir as "condições mínimas de segurança de todos os cidadãos do país", numa altura em que a Europa vive sob a ameaça do terrorismo.

O sindicato decretou dois dias de greve em protesto contra a falta de meios humanos e informáticos, exigindo a abertura imediata de concurso externo de admissão para 200 novos inspetores.

Rever e modernizar o Estatuto de Pessoal do SEF e obter públicas garantias da ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, sobre o aumento da capacidade operacional do SEF são outras das reivindicações que levaram o sindicato a convocar o protesto.

O presidente do sindicato dos inspetores do SEF acusou a ministra Constança Urbano de Sousa de pretender tornar "essencialmente burocrática" e de "controlo documental" a atividade principal do SEF.

"É por causa desta visão redutora que, no SEF, os inspetores que deviam estar dedicados exclusivamente à investigação criminal ou à fiscalização são constantemente requisitados para reforçar os aeroportos de Lisboa, Porto e Faro nos meses de junho a setembro", criticou.

Acácio Pereira disse que é contra isto, em primeiro lugar, que a greve se realiza, acrescentando que o protesto pretende criar uma solução para "essa vergonha nacional que são os tempos de espera nos aeroportos para controlo documental, fruto de absoluta falta de meios humanos e que estão a prejudicar gravemente a economia nacional".

Outra das exigências do sindicato prende-se com a publicação imediata do regime de piquete e prevenção dos inspetores do SEF, negociado há um ano e meio e que continua parado no Ministério das Finanças.

Segundo Acácio Pereira, com os serviços mínimos durante o período de greve haverá uma a redução para cerca de 1/3 do pessoal que estará a assegurar as tarefas urgentes e essenciais previstas na lei.

O dirigente sindical disse estimar que a greve de dois dias venha a ter uma "adesão maciça".

[Notícia atualizada às 17h28]

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