Convocada pela Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas, a greve abrange todos os trabalhadores da saúde, exceto médicos e enfermeiros.

O coordenador do Sindicato da Função Pública do Norte, Orlando Gonçalves, informou que desde as 20:00, “os hospitais do Norte, nomeadamente Chaves, Braga, Guimarães, Vila Nova de Famalicão, Santos Silva [em Vila Nova de Gaia] e Hospital São João estão a trabalhar nos serviços mínimos que era obrigatório serem cumpridos”.

“Temos, portanto, uma adesão superior a 90%”, afirmou o sindicalista.

Do lote das reivindicações, Orlando Gonçalves destacou como principais “a carreira dos técnicos auxiliares de saúde”, que o próprio “Ministério da Saúde reconheceu no início deste mandato ser justa e necessária, mas como a maior parte dos membros do governo não são a favor da sua criação, até hoje falta uma resposta”.

“O outro problema é a imensa falta de pessoal, o que faz com que tenham horários completamente desfasados, cargas horárias tremendas, horas que nunca mais são pagas nem compensadas por não haver condições para o fazer”, denunciou o sindicalista, criticando ainda o “recurso à contratação através de empresas de trabalho temporário, o que também é vergonhoso quando o tema é a saúde”.

Defendendo que os números da adesão “estão dentro do previsto”, reconheceu que o “turno da noite é sempre o mais fácil em termos de adesão, porque os trabalhadores já são muito poucos e quase todos os hospitais, à noite, funcionam com serviços mínimos”.

“De manhã iremos ter uma noção muito mais concreta do volume de adesão à greve, sendo nossa expectativa de que ela vai continuar a ser forte, embora o acordo conseguido para as 35 horas dos trabalhadores de contratos individuais de trabalho possa levar a que alguns se sintam minimamente satisfeitos e não adiram a esta greve”, observou.

Questionado sobre se, tal como denunciado pelo sindicato nas paralisações anteriores, no Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia os trabalhadores tinham sido coagidos para não fazerem greve, Orlando Gonçalves faloiu de um cenário oposto.

“Até ao momento, não temos registo de que os trabalhadores tenham sido coagidos a não fazer a paralisação. Tivemos recentemente uma reunião com o presidente do conselho de administração que prometeu arquivar todos os processos, coisa que ainda não o fez. Neste caso, até aceitaram os serviços mínimos impostos por nós”, salientou.

E concluiu: “é, sem dúvida, uma evolução, e esperemos que assim continue pois o que queremos é que funcione bem para todos. Não temos nenhum prazer, nem achamos saudável andar em guerra com os conselhos de administração, mas sim que sejam cumpridos os direitos das partes”.

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