Em conferência de imprensa no Porto, o presidente do sindicato, Albano Rodrigues, culpou os angariadores do mercado de trabalho na construção civil, onde, estima, "faltam cerca de 60 mil trabalhadores".

Frisando que nos últimos sete anos "emigraram 250 mil trabalhadores" deste setor, alertou que com a "retoma das obras em Angola esse fluxo vai aumentar", situação agravada com os "apelos que chegam de países como a Bélgica, Holanda ou Alemanha".

Recuando até à década de 1960, o sindicalista referiu que nessa altura "havia crianças a trabalhar no setor da construção", para denunciar que hoje há “milhares de pensionistas a trabalhar na reabilitação urbana".

O sindicato fez as contas e calcula, segundo Albano Rodrigues, que "faltem 60 mil trabalhadores" no setor e garante que os "angariadores compensam com o recrutamento por todo o país de pensionistas a ganhar 300 euros" atraídos por "um salário mensal de 600 euros para compor a reforma" e que acabam por "aceitar trabalhar sem qualquer segurança ou proteção".

O sindicalista advertiu para a necessidade de serem tomadas medidas em prol do setor.

Nesse sentido, o sindicato propõe "a criação de uma comissão quadripartida, formada por câmara municipal, associação patronal, sindicato e a Autoridade para as Condições de Trabalho", à qual caberá previamente a "verificação das condições em que vai ser feito o trabalho".

Acresce a isto, segundo o sindicato, que "há muitos milhões de euros a serem desviados do Estado", razão pela qual anunciou que irá ser "pedida uma reunião ao ministro do Trabalho", a fim de que "haja muito rapidamente uma intervenção para acabar com esta situação".

Ainda em suporte do pedido de reunião, o sindicalista deu conta de que "na reabilitação urbana 45% da mão-de-obra é precária ou clandestina".

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