Os hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) gastaram entre janeiro e março 366,4 milhões de euros em medicamentos, mais 12,1 milhões de euros do que no primeiro trimestre de 2020 e mais 34 milhões de euros do que no mesmo período de 2019, quando não havia Covid-19, divulgou o Infarmed.

A maior fatia, 118 milhões de euros, foi para o tratamento oncológico, e a região Norte foi a que registou maior aumento da despesa (11,2 M€), seguida de Lisboa e Vale do Tejo (3,3 M€). Ao contrário, a região Centro e o Algarve gastaram menos em medicamentos (menos 1,6 M€ e 1,4 M€, respetivamente).

Dos 45 hospitais que fazem parte do SNS, o Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte foi o que representou a maior fatura, com 46,5 milhões de euros. No extremo oposto ficou o Hospital Arcebispo João Crisóstomo, em Cantanhede, com uma despesa de pouco mais de 24 mil euros.

Por área de prestação, 82% dos gastos totais com medicamentos correspondeu a ambulatório (consulta externa e produtos cedidos ao exterior e hospital de dia). O internamento, bloco operatório e urgência representaram 14% da despesa (49,9 M€).

Os medicamentos que representaram maior encargo foram os imunomoduladores (substâncias que atuam no sistema imunológico e conferem aumento da resposta do organismo contra vírus, bactérias e outros microorganismos), quase 116 milhões de euros. Os antivíricos e citotóxicos ocuparam o segundo e terceiro lugares na tabela (51,6 M€ e 48,3 M€, respetivamente).

Apesar da diminuição da despesa com medicamentos para a artrite reumatoide, psoríase e doenças de inflamação intestinal ter descido 2,7% no período em análise, a utilização de medicamentos para o tratamento destas doenças aumentou 11,1%.

As substâncias ativas com maior utilização foram, de acordo com o relatório da Autoridade Nacional do Medicamento, o cloreto de sódio (4,5 M€), o oxigénio (4,7 M€) e o paracetamol (2,4 M€).

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