Em declarações à Lusa, a portuguesa Adelina Pereira, que vive em Londres há 44 anos, contou que ouviu as sirenes dos bombeiros perto das 02:00 e não conseguiu dormir mais.

Na rua, Adelina encontrou uma senhora espanhola que vive no edifício, mas que conseguiu sair e que contou ter encontrado uma família de quatro portugueses [um casal e dois filhos] que conseguiram fugir, disse.

Adelina Pereira disse estar “muito assustada com a situação”.

Paulo Gouveia, outro português que reside a 10 minutos do edifício, contou também à Lusa sobre a situação que se vive no local e nos arredores.

“Vivo a 10 minutos a pé do local. O jardim está cheio de cinzas por causa do incêndio”, disse.

Paulo Gouveia disse que a escola do filho, a St Francis Primary School, está fechada por causa do incêndio.

“Eu trabalho em Shepherds Bush e nem vou levar o carro. Vou a pé para o trabalho”, indicou.

A agência Lusa constatou no local que há muitas ambulâncias e carros de bombeiros, tendo sido formado um cordão policial a 150 metros do edifício, que ainda está envolto em fumo e onde são visíveis chamas nos andares cimeiros.

Uma das principais vias, a A 40, está cortada ao trânsito e parte da linha do metro Hammersmith & City foi suspensa.

Segundo a Secretaria de Estado das Comunidades, duas crianças portuguesas estão internadas com prognóstico reservado na sequência do incêndio, enquanto os pais foram assistidos, mas estão bem.

Três famílias de portugueses e mais dois portugueses residiam no prédio em Londres que hoje ficou destruído por um incêndio, informou a cônsul-geral de Portugal na capital britânica.

Joana Gaspar adiantou à agência Lusa que os restantes portugueses já foram contactados pelo consulado e estão bem, embora tenham perdido as suas casas.

O incêndio num prédio residencial em Londres causou pelo menos 50 feridos e 6 mortos, disseram fontes das autoridades.

O incêndio de grandes dimensões deflagrou hoje à 01:15 (mesma hora em Lisboa) na torre Grenfell, numa zona próxima de Notting Hill.

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