Em declarações à agência Lusa, o presidente da ANBP, Fernando Curto, adiantou que há deficiências no ataque inicial de combate aos fogos porque esta primeira intervenção não é feita por bombeiros profissionais.

Fernando Curto justificou a grande dimensão dos incêndios que têm deflagrado este ano com as falhas na primeira intervenção.

“A maior parte dos incêndios são extintos quando são detetados a tempo e com uma intervenção musculada no início”, sublinhou.

O presidente da ANBP disse ainda que a situação atual é “muito pior” do que em 2003 e 2005, tendo em conta que os problemas estavam já identificados e continuam por resolver.

Entre os problemas, Fernando Curto aponta a organização, combate e profissionalização da proteção civil.

Os anos 2003 e 2005 foram os que registam piores incêndios florestais desde que há registos, tendo os fogos consumido uma área de cerca de 425 mil e 339 mil hectares, respetivamente.

Os incêndios florestais já consumiram este ano 75.264 hectares, a maior área ardida no mesmo período da última década.

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