No plano político este debate quinzenal, que será aberto com uma intervenção de António Costa, vai ocorrer já no período oficial de campanha para as eleições europeias do próximo dia 26.

Será também o primeiro debate quinzenal após a crise política aberta pela questão da contabilização do tempo integral de serviço dos professores - diploma hoje rejeitado por PSD, PS e CDS-PP em votação final global, mas que se tivesse sido aprovado teria motivado a demissão do Governo.

Em relação à questão da prevenção dos fogos, na quinta-feira, o Observatório Técnico Independente criado pelo parlamento para acompanhar os incêndios florestais divulgou um relatório, no qual se considera positivo o resultado obtido em 2018, mas, ao mesmo tempo, adverte-se que se "está longe de constituir uma segurança para os anos seguintes", existindo aspetos que devem ser melhorados, como o planeamento.

"É facto que as estatísticas dos incêndios do ano de 2018, sem vítimas mortais, com menor número de ocorrências e pequena área ardida, em termos comparativos com as anteriores, foi positivo, mas tal facto está longe de constituir uma segurança para os anos seguintes. Pelo contrário, esta é uma excelente oportunidade para visitar a prática do sistema e propor as melhorias necessárias", defende o Observatório Técnico Independente (OTI) num relatório que avalia o fogo de Monchique, no Algarve, o maior de 2018.

Nesse mesmo documento, já entregue na Assembleia da República, entre outras medidas, os peritos do OTI propõem que a interação entre agentes do sistema seja melhorada, nomeadamente a "uniformização de conceitos técnicos e da sua aplicação prática entre as múltiplas entidades que intervêm no teatro de operações", uma vez que a elevada diversidade de agentes envolvidos "não facilita este processo, pelo que tal deverá ser tido em conta em futuras reestruturações do sistema de combate a incêndios".

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