O Comandante Nacional de Emergência e Proteção Civil, André Santos, referiu em conferência de imprensa que nos últimos quatro dias houve um total de 218 ocorrências, 50 delas no dia de ontem.

Duas estão em vigilância, "em fase de resolução": o incêndio da Serra da Estrela e o das Caldas da Rainha, que envolvem 1568 operacionais, 515 meios terrestres e cinco meios aéreos.

Na Serra da Estrela foram assistidas 77 pessoas, sendo que 24 foram consideradas feridos ligeiros e três registaram ferimentos graves. Nas Caldas da Rainha foram assistidas quatro pessoas no total, incluindo dois feridos ligeiros e uma vítima mortal, um bombeiro da corporação de Óbidos, por doença súbita.

O incêndio que lavra na serra da Estrela há 11 dias foi dado como dominado pelas 21:30 de quarta-feira e às 12:00 de hoje permanecia em fase de resolução.

Este fogo deflagrou no dia 6 de agosto em Garrocho, no concelho da Covilhã, no distrito de Castelo Branco, tendo chegado a ser dado como dominado no sábado, dia 13. Contudo, na segunda-feira, sofreu uma reativação.

O fogo consumiu parte substancial do Parque Natural da Serra da Estrela, uma área natural protegida e classificada pela UNESCO.

De acordo com a ANEPC, cerca das 12:00 de hoje encontravam-se ainda no local 1.090 operacionais, apoiados por cerca de 350 viaturas.

O incêndio nas Caldas da Rainha foi dado como dominado hoje às 04:25 e às 12:00 continuava em resolução.

Este fogo deflagrou às 13:45 de quarta-feira em Casais dos Rostos/Landal, nas Caldas da Rainha, distrito de Leiria, e alastrou ao concelho de Rio Maior, no distrito de Santarém.

Às 12:00, mantinham-se no local mais de 400 operacionais, apoiados por 166 viaturas, e três meios aéreos, segundo o ‘site’ da ANEPC.

André Santos lembrou ainda estão outras seis ocorrências "em fase de conclusão e vigilância ativa", três em Castelo Branco, uma na Guarda e duas em Santarém, com um total de 88 bombeiros e 28 meios terrestres.

Questionado sobre os próximos dias, o Comandante Nacional de Emergência e Proteção Civil lembrou que "vai haver um agravamento das condições meteorológicas para os incêndios rurais", com o aumento da temperatura, decréscimo da humidade relativa do ar e com a implementação de uma corrente de leste.

"Ainda estamos a fazer esta análise com o IPMA e a recolher os dados das outras entidades para depois serem tomadas ações de antecipação" no terreno, apontou.

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