Em conferência de imprensa, que decorreu esta tarde na sede da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), o 2.º comandante operacional André Fernandes deu conta que houve até às 18:30 de hoje 114 ocorrências relacionadas com incêndios.

O responsável referiu que o incêndio que mobiliza mais meios é o que lavra desde as 13:43 no concelho de Proença-A-Nova, numa zona de mato, e que está a ser combatido por 368 operacionais, apoiados por 116 viaturas e 10 meios aéreos.

André Fernandes explicou que os meios no terreno “têm vindo a ser reforçados” e que ainda não existe uma previsão para a hora a que o fogo possa ser dominado.

“O combate ainda está difícil, devido ao vento forte que se faz sentir no local e, obviamente, à continuidade da vegetação que temos e devido também às condições de secura”, justificou.

Dois bombeiros sofreram ferimentos graves durante o combate a este incêndio, onde também um carro dos bombeiros ardeu.

Fonte da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil precisou à Lusa que os dois bombeiros sofreram queimaduras de segundo grau e foram transportados pelo helicóptero do INEM para o hospital de Coimbra, mas estão “livres de perigo”.

Questionado sobre este acidente e sobre outros que já vitimaram este ano cinco bombeiros, André Fernandes ressalvou que os “incêndios têm sido violentos” e que esta “é uma atividade de risco”.

“Obviamente a nossa atividade é de risco, não descuramos na segurança, mas infelizmente acontecem acidentes, que nenhum de nós deseja que aconteça. Contudo, nós continuamos a trabalhar”, apontou.

Já em fase de resolução estão dois incêndios que lavram numa zona florestal no concelho de Arouca, distrito de Aveiro, e que mobilizam 231 operacionais, 73 viaturas e três meios aéreos.

Um outro incêndio que preocupa as autoridades é o que lavra no concelho de Torre de Moncorvo, no distrito de Bragança, e que mobiliza 112 operacionais, apoiados por 34 viaturas e três meios aéreos.

André Fernandes fez ainda referência a um incêndio que lavra em território espanhol, mas junto à fronteira portuguesa (Terras de Bouro), que está a ser combatido com o auxílio de operacionais portugueses.

Devido aos riscos de incêndio, os distritos de Bragança e da Guarda vão ficar em alerta especial laranja e os restantes em alerta amarelo.

Nesse sentido, o 2.º comandante operacional fez um apelo para o não uso do fogo e para que as pessoas se mantenham “longe do teatro das operações”.

Portugal Continental está em situação de alerta devido ao risco de incêndio até às 23:59 de hoje, estando em estado de alerta especial nível vermelho os distritos de Beja, Castelo Branco, Évora, Faro, Guarda, Leiria, Portalegre, Setúbal e Santarém e os restantes estão em laranja.

(Notícia atualizada às 20h44)

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