“Numa democracia, todas as instituições e todos os cidadãos têm o direito e até o dever de fiscalizar a ação do Estado, sobretudo no caso de uma Ordem quando está em causa atuação de profissionais que regula”, disse o IL num comunicado hoje divulgado, a propósito de uma entrevista que António Costa deu ao jornal Expresso, no último sábado.

A propósito de um surto de covid-19 em Reguengos de Monsaraz, que provocou 162 casos de infeção, a maior parte no lar, e a morte de 18 pessoas, 16 delas do lar, o primeiro-ministro assumiu na entrevista que houve falhas na situação que envolveu o lar mas reforçou que a instituição "é de uma fundação privada" e que, "quando foi alertado, o Estado reagiu imediatamente".

Costa reiterou que mantém confiança na ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, que tem sido criticada, e disse depois: “Não acordámos agora por causa do relatório de uma entidade [Ordem dos Médicos] que não tem competência legal para fazer esse estudo."

No comunicado a IL diz ser “incompreensível que as posições conhecidas do Governo (sobre o que se passou no lar) tenham como único objetivo desvalorizar a situação ou alimentar escaramuças verbais”, e incita António Costa “a assumir as responsabilidades e que passe a coordenar a atuação governativa nesta matéria com o sentido de Estado a que a sua função obriga”.

E que deve “pedir desculpas aos familiares dos utentes e aos profissionais da classe médica”.

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