
Durante a inauguração da modernização das instalações da delegação regional do IPMA em Ponta Delgada, José Guerreiro justificou os investimentos ao nível de equipamentos e instalações nos Açores com o valor geoestratégico da região.
“Isso representa um reforço da política de investimento na região autónoma com vários vetores que não são apenas os radares, mas que têm uma linha condutora: potenciar o altíssimo valor geoestratégico da Região Autónoma dos Açores como plataforma científica única”, afirmou.
Na segunda-feira, foi inaugurado o radar meteorológico das Flores, localizado no Morro Alto, num investimento global de cerca de 4,9 milhões de euros, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
Além do radar das Flores, já foi instalado um segundo radar meteorológico em São Miguel, no Pico dos Santos de Cima.
O projeto incluiu ainda duas estações meteorológicas e dois detetores de descargas elétricas, localizados no aeroporto de Santa Cruz das Flores e no Nordeste.
José Guerreiro destacou a importância da localização dos Açores para aprofundar conhecimentos na ligação entre o oceano, a atmosfera e o clima.
“Isto [a localização] tem um valor inestimável quer do ponto vista daquilo que é a segurança de pessoas e bens, a navegação marítima e aérea, mas também e sobretudo naquilo que pode ser o desenvolvimento científico do território”, reforçou.
A requalificação da delegação regional do IPMA em Ponta Delgada custou 150 mil euros e modernizou infraestruturas e equipamentos.
O responsável destacou o reforço dos recursos humanos na região, assinalando que nas próximas semanas o IPMA vai ter 57 trabalhadores distribuídos por todas as ilhas açorianas.
José Guerreiro adiantou, também, que as obras de requalificação do Observatório José Agostinho na ilha Terceira vão acontecer no verão.
Na ocasião, o presidente do Governo dos Açores também destacou a importância da localização geográfica do arquipélago, que pode ser “central e não ultraperiférico”.
“Os Açores podem ser uma referência importante não só no país como na Europa nesta relação transatlântica. Nós temos do melhor que há para termos informação e previsibilidade e com isso ajudar as populações”, declarou.
Bolieiro elogiou o investimento do IPMA nos Açores, destacando a importância da informação disponibilizada pelo instituto para a economia e a proteção civil, bem como para mitigar os efeitos das alterações climáticas.
“As previsões dos fenómenos extremos da natureza destruidores poderão chamar a atenção para a importância de minimizar os danos e os impactos do mesmo. Tudo isso é informação relevante”, destacou o líder regional.
A conclusão dos radares nos Açores completa a rede nacional de radares meteorológicos, um projeto iniciado nos anos 80 do século XX.
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