A notícia foi avançada esta quinta-feira à noite pelo Quartz. A publicação faz parte do Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (ICIJ) que originou os Luanda Leaks.

Isabel dos Santos terá contratado uma empresa de lóbi — a Sonoran Policy Group — para tratar dos assuntos resultantes da investigação Luanda Leaks. Sediada em Washington, nos Estados Unidos, a empresa terá ligações com a administração do presidente norte-americano, Donald Trump.

De acordo com o Expresso — que também faz parte do ICIJ —, o site teve acesso um documento que prova que Isabel dos Santos contratou os serviços da Sonoran Policy Group um dia antes da empresário ter sido questionada pela primeira vez pelo consórcio internacional que já se encontrava a investigar as suas contas.

Escreve o semanário que existem dois contratos — no valor de dois milhões de euros — celebrados com a Sonoran Policy Group nos quais estão invocadas reuniões para "aconselhamento e colocação de informação nos média". Um terá sido assinado pela própria empresária angolana e o outro pelo seu "braço-direito" e gestor, Mário Leite da Silva — um dos três administradores não executivos que renunciaram aos seus cargos na NOS.

Desde 2017, Sonoran Policy Group já trabalhou com a República Democrática do Congo, a Arábia Saudita ou o Bahrain, de acordo o site Open Secrets. O seu fundador, Robert Stryk, foi conselheiro não oficial da campanha de Trump durante as presidenciais de 2016.

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