“A União Europeia deve dar um passo em frente e abrir os seus portos à solidariedade, senão não tem motivos para existir”, disse o governante italiano.

O caso do barco Diciotti, que aguarda autorização para aportar desde quinta-feira, “demonstra que a Itália não recua na hora de salvar vidas humanas”, acrescentou o ministro, numa mensagem divulgada no Twitter.

O navio ficou com os migrantes que tinham sido resgatados por outros dois barcos quando se encontravam em dificuldades, segundo explicou o Ministério da Administração Interna.

O ministro da Administração Interna italiano, Matteo Salvini, afirmou que teria de ser Malta a ocupar-se destes imigrantes, enquanto o seu homólogo maltês, Michael Farrugia, reiterou hoje a recusa do seu país em receber o barco, através de uma mensagem no Twitter.

Michael Farrugia acusou a Itália de ter intercetado os migrantes em águas maltesas “só para impedi-los de entrar em águas italianas”, já que o barco não pediu ajuda.

“A única solução é que o barco desembarque em Lampedusa [Itália] ou em outro porto italiano. Se a Itália quer tratar esta interceção como um salvamento, Lampedusa é o local mais perto segundo as convenções”, acrescentou o ministro de Malta.

Perante este novo ‘braço de ferro’ entre Malta e Itália, poderá voltar a adotar-se a solução de uma recolocação dos migrantes em vários países europeus, como já ocorreu com o barco Aquarius das organizações não governamentais (ONG) SOS Mediterrâneo e Médicos sem Fronteiras com 141 pessoas que atracou em Malta, depois de esperar três dias.

A novidade do caso que agora decorre é que Itália recuse que um barco da Guarda Costeira (Guardia Costera) do seu país atraque nos seus portos, quando está a poucas milhas da ilha de Lampedusa.

No barco Diciotti estão seis mulheres e 34 menores, enquanto 13 pessoas tiveram de ser retiradas e levadas para Lampedusa por apresentarem problemas de saúde.

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