Uma dezena de jovens portugueses vai estar no Vaticano, no próximo domingo, 22 de novembro, Solenidade de Cristo Rei, para receber os símbolos da Jornada Mundial da Juventude: a Cruz Peregrina e o Ícone de Nossa Senhora Salus Populi Romani, segundo a organização da JMJ.

Com 3,8 metros de altura, a Cruz peregrina, feita de madeira e construída a propósito do Ano Santo, em 1983, foi entregue pelo Papa João Paulo II aos jovens no Domingo de Ramos do ano seguinte, para que chegasse a todo o mundo. Até agora, a cruz já passou por quase 90 países dos cinco continentes.

Quanto à réplica do ícone de Nossa Senhora Salus Populi Romani, esta retrata a Virgem Maria com o Menino nos braços. O símbolo foi introduzido também por João Paulo II, em 2000, e entregue aos jovens três anos depois. O ícone original encontra-se na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma, e foi transportado pelas ruas da cidade em 590, para pedir o fim da peste negra. Este ano, a 15 de março, o Papa Francisco rezou em frente a esta imagem, devido à atual pandemia da covid-19.

O grupo que viaja até ao Vaticano para receber estes símbolos terá representantes de várias dioceses nacionais e alguns elementos da organização da Jornada Mundial da Juventude. A comitiva é presidida pelo Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente.

No sábado, 21 de novembro, o grupo que vai receber os símbolos da JMJ vai participar num encontro com o Cardeal D. José Tolentino Mendonça, na Igreja de Santo António dos Portugueses, em Roma. De seguida haverá celebração da Eucaristia, presidida por D. Manuel Clemente, Patriarca de Lisboa.

Já no domingo, a missa será presidida pelo Papa Francisco. No final da celebração, a delegação portuguesa irá receber os símbolos da Jornada, os mesmos que percorreram as dioceses do Panamá nos meses que antecederam a realização da Jornada Mundial da Juventude no país, em 2019.

De acordo com a Agência Ecclesia, a passagem dos símbolos da JMJ acontece às 10h00 (hora local, menos uma em Lisboa), com transmissão online.

A entrega dos símbolos esteve inicialmente agendada para o dia 26 de abril, Domingo de Ramos, e foi adiada para 22 de novembro por decisão do Papa Francisco, considerando a pandemia.

A próxima Jornada Mundial da Juventude, que se deveria realizar em Lisboa em 2022, foi adiada para agosto de 2023 devido à covid-19, anunciou em abril o Vaticano.

"Devido à atual situação de saúde e suas consequências no movimento e agregação de jovens e famílias, o Santo Padre, juntamente com o Dicastério para Leigos, Família e Vida, decidiu adiar o próximo Encontro Mundial da Família por um ano, agendado para Roma, em junho de 2021, e a próxima Jornada Mundial da Juventude, agendada em Lisboa em agosto de 2022, respetivamente em junho de 2022 e agosto de 2023", lia-se na altura em comunicado.

A JMJ é o maior evento organizado pela Igreja Católica. A edição de 2023 tem como tema "Maria levantou-se e partiu apressadamente". Será um acontecimento nunca visto em Portugal, com um custo estimado acima de 50 milhões de euros.

Para a angariação de fundos e gestão dos fundos associados ao evento foi criada a Fundação Jornada Mundial da Juventude.

A organização da Jornada Mundial da Juventude tem uma sede provisória em São Vicente de Fora, no concelho de Lisboa, e o Cardeal Patriarca de Lisboa disse em novembro de 2019 esperar que o evento possa ter o mesmo impacto no desenvolvimento da zona entre os municípios de Lisboa e Loures — onde vai decorrer — que a Expo 98 teve no local onde hoje se situa o Parque das Nações.

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