"Rui Rio disse há não muito tempo que nunca existiu fascismo em Portugal. Uma pessoa que afirma isto diz muito sobre o seu referencial político e ideológico. Portanto, estamos conversados. Alguém que nega que em Portugal existiu a mais longa ditadura da Europa, uma ditadura fascista, não é preciso muito mais. Todo o seu referencial é elaborado a partir desta posição, portanto, estamos conversados", afirmou João Ferreira.

O eurodeputado comunista respondia a perguntas de jornalistas após uma "mini-arruada" matinal no centro do Montijo, onde distribuiu panfletos da candidatura no pequeno comércio local e cumprimentou as pessoas nas várias esplanadas de pastelarias e cafés.

"A CDU teve um papel determinante em todos e cada um dos avanços que sentimos nestes anos na vida do país. Compreende-se que um partido (PSD) que durante anos andou a impor retrocessos aos portugueses e tentou convencer que era empobrecendo as pessoas que o país ia ficar melhor queira não andar para a frente, mas andar para trás. A CDU não quer isso, quer avançar. Ora, necessariamente, estamos nos antípodas.

Domingo, o presidente do PSD acusara o PS de ser uma "ponte para a extrema-esquerda", em virtude dos acordos estabelecidos com BE, PCP e PEV na presente legislatura no parlamento português, identificando os sociais-democratas como bastião da moderação.

"A prática é o melhor critério da verdade. A CDU, independentemente do qualificativo que Rui Rio possa usar para a caraterizar, está associada, nestes últimos anos, a todas e a cada uma das medidas que permitiram melhorar a vida das pessoas", disse o candidato comunista.

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