De acordo com um comunicado enviado pelo Ministério Público Federal, o grupo Oi teria efetuado pagamentos alegadamente suspeitos de mais de 132 milhões de reais (cerca de 28,7 milhões de euros) a empresas controladas por Fábio Luís Lula da Silva, filho mais velho do ex-Presidente brasileiro, entre os anos de 2004 e 2016.

"As evidências indicam que parte dos recursos foi usada para a aquisição de uma casa de campo em Atibaia no interesse do ex-Presidente Lula da Silva", afirmou o MPF no comunicado.

Há duas semanas, um tribunal de segunda instância do Brasil aumentou a pena imposta contra o ex-Presidente Lula da Silva num processo da Lava Jato sobre a propriedade e reformas realizadas numa quinta na cidade brasileira de Atibaia, localizada no interior do estado de São Paulo, que passou de 12 anos e onze meses para 17 anos e um mês de prisão.

O ex-Presidente brasileiro foi considerado culpado de beneficiar-se de obras realizadas pelas construtoras da Odebrecht e OAS numa casa de campo na quinta em Atibaia, que ele frequentava com a família, em troca de favorecer as das empresas em contratos com a estatal Petrobras.

Segundo as autoridades, cerca de 200 agentes da Polícia Federal participam da operação iniciada hoje, que atende 47 mandados de busca e apreensão em quatro estados brasileiros.

A ação realizada hoje foi apelidada de "Mapa da Mina" e investiga crimes de corrupção e tráfico de influência, supostamente realizados por meio de contratos entre a operadora Oi e empresas ligadas ao filho de Lula da Silva.

Segundo o MPF, pagamentos alegadamente ilícitos foram feitos às empresas do filho de Lula da Silva "sem justificativa plausível, enquanto o grupo Oi foi beneficiado por vários atos praticados pelo Governo Federal entre os anos de 2004 e 2016”.

Entre as evidências documentais obtidas nas investigações estão contratos e recebimentos, além de dados coletados após a remoção do sigilo bancário e fiscal dos suspeitos.

Os procuradores brasileiros alegam que investimentos e contratações realizados entre os dois grupos não incluíram "a cotação de preços com outros fornecedores", enquanto os pagamentos efetuados excederam "os valores contratados e praticados no mercado".

Ainda segundo os investigadores, parte dos recursos terá sido usado ilegalmente na compra da casa e da quinta em Atibaia, que seria utilizada de forma recorrente, segundo a acusação, pelo ex-Presidente Lula da Silva e familiares.

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