Em declarações à Lusa, o presidente dos Serviços de utilização Comum dos Hospitais (SUCH), Paulo Correia de Sousa, disse que as torres do hospital eram analisadas a cada 15 dias e que não havia registo de “nenhuma positividade (…) desde a última análise”.

Segundo o responsável, a última análise tinha sido feita a 16 de outubro, o resultado chegou ao hospital no dia 27 de outubro e era negativo para a presença da bactéria ‘legionella’, que até ao momento provocou a morte a duas das 30 pessoas infetadas.

“Desde o dia 16 até 29 a 30 de outubro algo se poderá ter passado, se na verdade foram elas as emissoras… nós ainda não temos essa certeza”, afirmou.

De acordo com o presidente dos SUCH, das quatro torres de arrefecimento do Hospital S. Francisco Xavier, três foram desligadas e uma foi tratada – com coques térmicos e químicos, assim como toda a rede de água -, mas mantém-se ligada pois é necessária para o bom funcionamento da unidade hospitalar.

Este surto de ‘legionella’, que segundo as informações conhecidas até hoje de manhã infetou 30 pessoas, já provocou a morte a duas delas. Um doente teve alta e os restantes encontram-se internados.

“Os doentes são, na sua maioria, idosos com fatores de risco associados, nomeadamente doenças crónicas graves e hábitos tabágicos”, segundo um comunicado conjunto emitido na segunda-feira à noite pela Direção-Geral da Saúde e pelo Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge.

A ‘legionella’ é uma bactéria responsável pela doença dos legionários, uma pneumonia grave. A infeção transmite-se por via aérea (respiratória), através da inalação de gotículas de água ou por aspiração de água contaminada.

Apesar de grave, a infeção tem tratamento efetivo.

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