O navio de 305 metros de comprimento e de 50.000 toneladas chegou às 07:30 (00:30 em Lisboa), para “uma missão de treino de rotina” tinha previsto o Ministério da Defesa chinês.

A chegada do “Liaoning” — o mesmo nome de uma província no norte da China — despertou a curiosidade dos residentes de Hong Kong que fizeram fila durante os últimos dias para conseguir bilhetes junto do exército, mas não foram autorizados a levar câmaras a bordo.

A imprensa estrangeira não foi convidada a cobrir o evento.

A escala do navio insere-se no âmbito das comemorações do 20.º aniversário da entrada em Hong Kong do exército chinês, segundo o porta-voz do Ministério da Defesa, Wu Qian.

Por ocasião da visita, na semana passada, a Hong Kong, o Presidente chinês, Xi Jinping, advertiu contra qualquer tentativa “inadmissível” à autoridade de Pequim, 20 anos depois da transição para a China da antiga colónia britânica.

Numa aparente referência aos protestos pró-democracia e pró-independência, registados nos últimos anos em Hong Kong e também durante a visita, o Presidente chinês declarou: “Criar deliberadamente divergências políticas e provocar a confrontação não vai resolver os problemas. Pelo contrário, só vai impedir gravemente o desenvolvimento económico e social de Hong Kong”.

No segundo dia da visita oficial à região, o Presidente chinês passou revista às tropas chinadas estacionadas em Hong Kong, naquele que foi o maior desfile militar da guarnição do Exército de Libertação do Povo chinês desde a transferência para a soberania chinesa em 1997.

No desfile participaram mais de 3.000 soldados, de mais de 20 formações militares, o mais elevado número registado até à data na antiga colónia britânica.

Foram também exibidos veículos blindados, helicópteros e outros equipamentos militares, numa rara demonstração por parte das tropas chinesas estacionadas em Hong Kong, onde mantêm normalmente uma presença discreta.

A parada contou com a assistência de aproximadamente quatro mil pessoas de todos os quadrantes da sociedade, segundo a agência oficial chinesa Xinhua.

O Mar do Sul da China é palco de incidentes frequentes entre a marinha chinesa e da marinha norte-americana, por causa de reivindicações da soberania de ilhas pela China e países vizinhos, incluindo aliados de Washington.

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