A falta de iluminação na zona da Cidade Universitária é uma das principais preocupações dos estudantes, que se manifestaram em silêncio e de lanterna na mão, numa ação simbólica que pretendeu "Iluminar o Campus".

Filipe Gomes, presidente da Associação de Estudantes da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, uma das 12 associações organizadoras do protesto, disse à Lusa que a insegurança nas imediações das faculdades é uma situação que dura há muito tempo e que é preciso encontrar uma solução depressa, junto das reitorias e da Câmara Municipal de Lisboa.

“É uma demonstração de que os alunos estão disponíveis para falar com a Reitoria, para falar com a Câmara Municipal de Lisboa, para falar com a Polícia, para que em conjunto consigamos resolver o problema de uma forma rápida e eficaz”, disse.

Além do reforço da iluminação, os estudantes pedem também maior policiamento e a criação de uma linha de contacto mais direta com as autoridades, que facilite a denúncia de crimes por parte das vítimas, e de uma comissão de avaliação do plano de segurança da Cidade Universitária.

Hélder Semedo, aluno na Faculdade de Direito, contou à Lusa que os assaltos, o assédio e a prostituição são problemas frequentes nas imediações das faculdades e Filipe Gomes acrescentou que esses casos muitas vezes não são denunciados, porque não existem mecanismos eficazes para o fazer.

O protesto, que durou alguns minutos, realizou-se duas semanas depois da morte de um jovem de 24 anos na sequência de um assalto junto ao campus da Faculdade de Ciências e, apesar de não relacionar a ação com o sucedido, Filipe Gonçalves disse que esse foi o culminar da insegurança que os estudantes têm vivido.

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