O quebra-gelo Polarstern, do instituto Alfred-Wegener, de Bremerhaven, na Alemanha, partirá do porto de Tromso, na Noruega, levando a bordo a equipa internacional que irá sendo rendida, envolvendo no total cerca de 600 investigadores.

Espera-os uma viagem de 2.500 quilómetros até um destino onde estarão 150 dias na penumbra do Ártico, debaixo de temperaturas que poderão cair até aos 45 graus negativos.

Os ursos polares, a atmosfera, o oceano, o gelo e todo o ecossistema serão objetos de estudo para os cientistas, que esperam recolher dados para avaliar como as alterações climáticas afetam a região e o mundo inteiro.

"Nenhuma outra parte da Terra aqueceu tão depressa nas últimas décadas como o Ártico", salientou o chefe da missão, Markus Rex, notando que é lá que "praticamente se situa o epicentro do aquecimento global" e que é uma região ainda "muito pouco compreendida".

É impossível "fazer previsões corretas em relação ao clima" sem dados fiáveis sobre o Ártico, assinalou, considerando que a situação é preocupante quando, como no início do ano, "no centro do Ártico fez tanto calor como na Alemanha".

O "Polarstern" faz parte de uma frota com outros quatro quebra-gelo da Rússia, China e Suécia, apoiada por aviões e helicópteros para reabastecer e transportar as equipas em rotação.

O orçamento de 140 milhões de euros é partilhado por 60 instituições de 19 países.

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