"Não sejamos alarmistas. O que há é duas coisas: há um relatório que aponta para urgência em obras – não quer dizer que a ponte esteja a cair; e há o Governo que percebe a urgência e que determina essas obras", declarou o chefe de Estado aos jornalistas, no final de uma visita a uma fábrica do setor têxtil, em Alfragide, na Amadora.

Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, "mais vale tarde do que nunca" e o facto de as obras se estenderem por dois anos indica "que não há um grau de urgência igual para todas as reparações".

Interrogado se a ação do Governo não poderá ser tardia, o Presidente da República respondeu que "não", acrescentando: "Logo que chegou o relatório – é assim que normalmente se faz, há um relatório técnico, o relatório técnico mostra que há pontos onde é necessário haver intervenções – o Governo decidiu intervir".

"Acho que fez o que devia ter feito. E acho que o parlamento também discutir essa matéria tem toda a lógica", completou.

O Presidente da República começou por referir que o Governo anunciou "obras urgentes ao longo dos próximos dois anos para fazer face à situação que, aparentemente, existe, a dar fé a esse relatório".

"Eu espero que as obras comecem rapidamente. Para o Governo reagir tão depressa é porque considera que realmente se justifica", considerou.

Questionado sobre o pedido de esclarecimento do CDS-PP sobre eventuais atrasos no arranque das obras, Marcelo Rebelo de Sousa respondeu: "Não tenho elementos para falar sobre isso, também só tive conhecimento do relatório neste momento".

O chefe de Estado realçou que nunca ouviu falar em "risco de colapso".

"Atenção, são coisas diferentes. Uma coisa é haver situações que exigem uma intervenção em termos de reparação, outra coisa é haver risco de colapso. Se houvesse risco de colapso, a ponte estava fechada, como é natural. E sobretudo, havendo o relatório, que por aquilo que me dizem é um relatório que já existe há algum tempo. Portanto, não sejamos alarmistas", apelou.

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