Marcelo Rebelo de Sousa falava aos jornalistas, no antigo picadeiro real, junto ao Palácio de Belém, em Lisboa, a propósito da notícia de que o homem suspeito de ser o autor desta ameaça foi hoje detido pela Polícia Judiciária (PJ).

O chefe de Estado disse que "estava fora" quando a carta, com uma bala, foi recebida no Palácio de Belém.

"Vim a saber mais tarde, mas não vi a carta, que pedia uma quantia avultada, que aliás eu não teria, um milhão de euros, e que dava um número de telefone e dava uma conta bancária. Depois não acompanhei mais o processo, porque entendi que era uma forma de ameaça muito sui generis, a pessoa identificar-se dizendo o que queria", prosseguiu.

Marcelo Rebelo de Sousa assinalou que esta carta não continha "uma ameaça política", mas "um pedido, uma solicitação de dinheiro", e fornecia "elementos muito específicos, como seja: é para depositar aqui e o contacto ser aquele".

Interrogado se desvalorizou esta ameaça, respondeu: "Desvalorizei, claro. Mas respeito as intervenções das autoridades competentes".

Em 17 de novembro do ano passado, quando o Correio da Manhã noticiou esta ameaça, o Presidente da República disse que não dava "grande importância" a este tipo de situações, que acontecem "espaçadamente" sem nunca se ter confirmado "qualquer gravidade".

"Normalmente há o caso da perturbação ou nem é possível investigar o que se trata porque são cartas anónimas e, portanto, aqui também não porque estava fora. Estando fora, os serviços entenderam comunicar à Policia Judiciária", acrescentou na altura.

Hoje, o chefe de Estado declarou que "o período de maior intensidade de ameaças foi talvez em 2017, na altura dos fogos, 2017, 2018, e depois passou a ser muito raro".

A detenção pela PJ do homem suspeito de ameaçar o Presidente da República através de uma carta com uma bala foi noticiada hoje pela CNN Portugal e confirmada à agência Lusa for fonte deste órgão de polícia criminal.

Sobre o processo negocial entre Governo e sindicatos de professores, Marcelo Rebelo de Sousa considerou que "está a dar passos" e voltou a apelar a que não haja "ataques de parte a parte, se se quer fazer negociação".

O chefe de Estado reiterou que esperar que "Governo de um lado e sindicatos de outros" procurem um acordo que evite um período de greve "por aí adiante chegando ao Carnaval e liquidando um período letivo", acrescentando: "Eu acompanho atentamente o que se está a passar".

Interrogado se irá receber representantes dos professores, admitiu que sejam "recebidos na Presidência da República, sim, para entregarem os seus elementos".

"Numa fase mais avançada das conversações", Marcelo Rebelo de Sousa não excluiu ele próprio "vir a receber membros dos sindicatos", mas ressalvou que não pretende "meter-se pelo meio de conversações que devem decorrer entre os sindicatos e o Governo".

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