De máscara e luvas, Marcelo Rebelo de Sousa juntou-se esta tarde, no Parque Urbano Felício Loureiro em Queluz, concelho de Sintra, a uma ação de sensibilização dos mais jovens para o combate à covid-19, promovida pelo Conselho Nacional de Juventude (CNJ), iniciativa na qual estiveram ainda a ministra da Saúde, Marta Temido, a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, o secretário de Estado e coordenador regional de Lisboa e Vale do Tejo para o combate à covid-19, Duarte Cordeiro e o presidente da Câmara Municipal de Sintra, Basílio Horta.

“O apelo que vocês aqui fizeram e que eu apoio é: jovens, ajudem ainda mais nesta fase porque vocês têm a capacidade para dar mais exemplo do que os outros ainda e, portanto, deem mais exemplo do que os outros”, pediu, numa breve intervenção, depois de ter dado uma volta ao parque a distribuir máscaras, álcool gel para as pessoas desinfetarem as mãos e alertar para a importância destes comportamentos.

Esta ação, de acordo com o Presidente da República, “é para explicar aos jovens como pequenos sinais, por simbólicos que sejam, são fundamentais para mostrarem que eles não podem entender - e não entendem - que vivem num mundo à parte do resto da sociedade”.

“E têm um papel fundamental porque são mais jovens, têm de dar o exemplo. Têm de dar o exemplo no distanciamento, em não haver ajuntamentos, não fazendo aquilo que às vezes apetece fazer que é ir amontoados para as praias, para as festas e outras coisas assim e depois obrigam a que as autoridades crescentemente tenham de intervir”, advertiu.

Na perspetiva de Marcelo Rebelo de Sousa, “era mais fácil não ter de intervir, como aconteceu no confinamento voluntário”.

“A larga maioria dos jovens percebe isto, mas há minorias que, de vez em quanto, nos jovens como nos não jovens, de repente, nesta fase de desconfinamento, acham que já passou a pandemia, que não há vírus”, afirmou.

O aviso do chefe de Estado é claro: “isso é falso. O vírus está aí”.

De acordo com Marcelo Rebelo de Sousa, na distribuição que tinha acabado de fazer de máscara e na demonstração da “importância de desinfetar as mãos, de haver distanciamento, não haver ajuntamentos”, encontrou “uma recetividade enorme”.

“Nenhum de nós é defensor de que a sociedade tenha de ser levada à força a adotar comportamentos”, destacou.

Para o chefe de Estado, “só é preciso utilizar esse exercício de autoridade nos casos em que as pessoas, por livre vontade, não fazem o que devem fazer”.

“E é tão simples perceber o que devem fazer, que é tomar algumas atitudes muito simples que não levem a que se agrave a situação na vida dos outros. Não é a deles, é dos outros”, pediu.

Marcelo Rebelo de Sousa, como Presidente da República, tem a certeza que interpreta “o que pensam todos os portugueses”.

“Vamos todos ajudar um bocadinho mais porque todos ganhamos com isso”, disse.

Na mesma iniciativa, Marta Temido, voltou hoje a apelar a comportamentos responsáveis face à pandemia da covid-19, nomeadamente por parte dos mais jovens, de forma a “não desperdiçar o esforço feito nos últimos meses”.

Esta madrugada, a PSP dispersou mais de mil pessoas de uma festa convocada pelas redes sociais para a praia de Carcavelos, quando vigora no país a proibição de ajuntamentos desta dimensão.

A pandemia de covid-19 já provocou cerca de 460 mil mortos e infetou mais de 8,6 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.528 pessoas das 38.841 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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