Numa entrevista ao Público e à Rádio Renascença, e quando questionado sobre se o líder do PSD, Rui Rio, deveria ter colocado o lugar à disposição após o mau resultado nas europeias, Marco António Costa evita responder: “Não queria dizer muito mais do que isto”.

“O PSD precisa de ter um golpe de alma para as próximas eleições. Ele pode ser obtido de várias maneiras. Ou por uma atitude do líder ou por um programa altamente reformista que conduza o debate nas próximas legislativas”, defende.

O presidente da comissão parlamentar de Defesa considera “um bocado redutor” dizer que Rio “falhou” nas europeias de 26 de maio, argumentando que houve “vários fatores que se associaram para que isso sucedesse” e insistindo na necessidade de um “programa reformista” que permita ultrapassar as dificuldades.

“O líder do partido precisa de dar sinais de unidade interna e isso constrói-se”, defende.

À pergunta se isso vai acontecer, Marco António responde: “Tem de perguntar ao Dr. Rui Rio. O Dr. Passos Coelho foi eleito líder, tinha uma bancada escolhida pela Dra. Ferreira Leite e chegou a primeiro-ministro. É tudo uma questão de arte e tolerância e bom senso”.

Os jornalistas perguntam depois se Rui Rio tem bom senso, ao que Marco António responde: “Não sei”. As entrevistadoras do Público e da Renascença insistem e o deputado acrescenta: “Espero que tenha. Julgo que é uma pessoa moderada, no essencial, às vezes sobressaem aspetos da personalidade dele que nem sempre o retratam”.

Na entrevista, Marco António Costa afirma que, “sem dúvida”, o partido “foi inábil” a lidar com a questão da contagem do tempo de serviço congelado aos professores durante a crise, chegando mesmo a dizer “foi uma armadilha em que o PSD caiu”.

Marco António confirma ainda a sua saída da Assembleia da República na próxima legislatura, depois de ter sido deputado eleito nas últimas três, afirmando que só não saiu mais cedo do parlamento por causa da comissão de inquérito ao furto de armas em Tancos, cujo relatório foi votado na quarta-feira.

“Não saio por estar em conflito com ninguém nem por estar de mal com a vida política nem com a minha vida. Não desejo nem pretendo transmitir uma mensagem de que estou a fazer um afastamento”, sublinha o antigo vice-presidente do PSD durante a liderança de Pedro Passos Coelho.

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