A presidente da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), Maria Cristina Portugal, que morreu hoje de madrugada, aos 56 anos, presidia ao regulador da energia desde maio de 2017, tendo sucedido a Vítor Santos.

Numa nota de pesar, a ERSE comunica com "grande consternação o falecimento súbito da Dra. Maria Cristina Portugal, ocorrido na madrugada do dia 8 de setembro de 2021 [hoje]".

"Os membros do Conselho de Administração e os colaboradores da ERSE prestam sentida homenagem à Dra. Cristina Portugal e unem-se à dor da sua família, assumindo o compromisso de continuar o seu empenho e enorme dedicação ao serviço da ERSE", lê-se na mesma nota.

A jurista, que até então era vogal da ERSE, foi a primeira nomeação para uma entidade reguladora após a revisão da lei-quadro, tendo sido nomeada em Conselho de Ministros em 04 de maio, em substituição de Vítor Santos, após final do respetivo mandato.

Desde maio de 2016 até assumir a presidência da ERSE, Cristina Portugal foi vogal da entidade reguladora, com larga experiência profissional na área da defesa dos consumidores na associação de defesa do consumidor Deco e no conselho tarifário da ERSE.

Chegou à presidência da entidade reguladora da energia na sequência do final do segundo mandato do professor do ISEG Vítor Santos, que chegou à ERSE também como vogal, em maio de 2006, e assumiu a presidência em janeiro do ano seguinte, em substituição de Jorge Vasconcelos.

Ministro do Ambiente destaca "contributo decisivo" para o setor da energia

O ministro do Ambiente destacou hoje o “contributo decisivo” para o desenvolvimento do setor energético português dado pela presidente do Conselho de Administração da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE).

“O seu contributo para o desenvolvimento do setor energético português foi decisivo, assim como foi crucial o seu papel na estabilização do quadro regulatório que permitiu o grande impulso das energias renováveis”, sustenta João Pedro Matos Fernandes numa nota de condolências do Ministério do Ambiente e da Ação Climática.

“Nos dois anos em que trabalhámos de mais perto – acrescenta - aprendi a admirar o seu profissionalismo e independência, valores que deixou na ERSE e que tão bem soube transmitir a quem com ela trabalhou”.

Na nota, Matos Fernandes diz ter recebido "com grande pesar" a notícia da morte de Cristina Portugal e, em seu nome e no de toda a equipa ministerial, apresenta condolências “à família, aos amigos e aos colegas”.

(Notícia atualizada às 15h35)

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