“Ao associar-se a estas comemorações, a Marinha pretende prestar uma justa e merecida homenagem a dois marinheiros portugueses que realizaram um feito marcante para a ciência e para a história mundial”, referiu Gouveia e Melo na cerimónia de abertura das comemorações do centenário da primeira TAAS, no Museu da Marinha, em Lisboa.

Na sua primeira intervenção pública desde que foi empossado CEMA, no final de dezembro, Gouveia e Melo assinalou que o contexto “económico, político e social que em 1922 envolveu o planeamento” da travessia “era adverso”.

Assim, o almirante enalteceu a missão dos comandantes Gago Coutinho e Sacadura Cabral, que “empreenderam uma missão que demonstrou que nada impede o génio e a vontade de procurar, em todo o tempo, excelência”.

“A épica viagem de Gago Coutinho e Sacadura Cabral será sempre um legado e inspiração”, sublinhou.

Na cerimónia, organizada pela Marinha e pela Força Aérea, que criaram uma comissão aeronaval para as comemorações, foi apresentado o plano de comemorações da efeméride e o livro “A Enigmática Travessia do Atlântico Sul, 1922”, de Marco Pitt, tendo ainda sido inaugurada uma exposição itinerante sobre os cem anos da Travessia Aérea do Atlântico Sul.

O vice-chefe de Estado-Maior da Força Aérea, tenente-general Rafael Martins, defendeu que, ao assinalarem o centenário da primeira TAAS, a Marinha e a Força Aérea “contribuem para reavivar a esperança e a fé na capacidade dos portugueses para construir um futuro melhor”.

“Ao celebrar o centenário, continuamos a homenagear marinheiros e aviadores, Gago Coutinho e Sacadura Cabral, a divulgar a estimular a memória da travessia e a consciencializar sobre a magnitude deste feito pela esmagadora grandeza e valor científico daquela jornada”.

A iniciativa contou com ainda com intervenções do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, do assessor da Comissão Histórico-Cultural da Força Aérea Mimoso e Carvalho e de Ema Rodrigues.

Na cerimónia estiveram ainda presentes personalidades como o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, o secretário de Estado Adjunto e da Defesa Nacional, Jorge Seguro Sanches, ou o embaixador e antigo secretário executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) Francisco Ribeiro Telles, assim como familiares de Gago Coutinho e de Sacadura Cabral

A primeira TAAS começou às 06:45 de 30 de março de 1922, a partir da rampa do Centro de Aviação Naval, na Doca do Bom Sucesso, em Lisboa.

Os dois aventureiros utilizaram três aviões e pararam em Las Palmas (Canárias) e São Vicente (Cabo Verde), antes de atingirem o Brasil, após o chamado “grande salto”, que durou 11 horas e 21 minutos.

Ao todo, Sacadura Cabral (piloto) e Gago Coutinho (navegador) percorreram 4.527 milhas náuticas (8.484 quilómetros), em 62 horas e 26 minutos.

Nesta viagem histórica, os pioneiros utilizaram três hidroaviões: Lusitânia, Portugal e Santa Cruz, este último ainda visitável no Museu da Marinha, em Lisboa.

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