A alteração dos estatutos foi aprovada ao final da tarde de sexta-feira, com 80,4% dos votos a favor e 13% contra, durante o 14.º congresso da Fenprof, que hoje termina em Viseu.

“Acho que, com 80,4% [dos votos a favor] era inequívoca a opinião do congresso e foi nesse sentido que eu aceitei”, justificou Mário Nogueira.

Assim sendo, a lista única, que será votada durante a manhã, apresenta Mário Nogueira como candidato a secretário-geral e José Feliciano Costa (Sindicato dos Professores da Grande Lisboa) e Francisco Gonçalves (Sindicato dos Professores do Norte) como candidatos a secretários-gerais adjuntos.

Mário Nogueira frisou que “não são adjuntos no sentido de coadjuvarem ou de ajudarem, terão exatamente a mesma dignidade na eleição, a mesma dignidade na sua integração no secretariado”.

“E só não se chamarão três secretários-gerais porque isso teria que ter uma alteração global de estatutos que os próprios estatutos não permitiam agora, teria que ter sido antes”, acrescentou.

No congresso de junho de 2019, quando foi reeleito, Mário Nogueira disse que aquele seria o seu último mandato.

“Os nossos sindicatos, de uma forma algo insistente, foram-me abordando para que continuasse mais este mandato, também por causa da situação que nós temos no país, a situação política, a necessidade de organizarmos essa ação”, contou.

No entanto, para si, “um mandato mais não poderia ser um mandato igual aos outros”, teria de ser “um mandato de transição, um mandato de coadjuvação, porque os tempos passam e os tempos também são outros”, e, nesse sentido, surgiu a proposta de alteração dos estatutos.

Mário Nogueira admitiu que, “se a alteração não fosse aprovada e a solução fosse continuar sozinho, a fazer um trabalho que vai ser cada vez mais exigente”, não teria condições para continuar, “até pessoais”.

O responsável frisou que a lista agora a votação “decorre precisamente de uma solução de unidade dentro dos sindicatos, de um consenso que os sindicatos, de uma forma generalizada, já tinham”.

“Eu considerei que não bastaria que os sindicatos a tivessem, era bom também que o congresso se manifestasse”, acrescentou.

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