O regresso às aulas está aí. Apesar do tempo de pandemia, as regras a cumprir sofrem agora ligeiras alterações, por adaptação ao contexto que se vive. Afinal, o ano que passou serviu para perceber o que é necessário fazer (e também o que não resulta tão bem).

Neste sentido, a Direção-Geral da Saúde (DGS) veio apontar o que está em causa para este ano letivo, a saber:

  • Em situação de 'cluster' ou surto, as autoridades de saúde podem determinar o encerramento de uma ou mais turmas ou zonas da escola, ou de todo o estabelecimento de ensino;
  • No entanto, "os contactos de baixo risco e/ou os contactos de contactos cujos testes sejam negativos devem interromper o isolamento profilático, retomando a respetiva atividade letiva";
  • As regras do próximo ano não deverão pôr em causa "a frequência de atividades de apoio à recuperação de aprendizagens", como o apoio tutorial específico, disciplinas opcionais, regimes articulados ou o desporto escolar​​​​​​​;
  • As novas orientações mantêm a grande maioria das regras de segurança sanitária, incluindo a utilização obrigatória de máscara a partir dos 10 anos e "fortemente recomendada" para os mais novos, a partir do 1.º ciclo;
  • Vai também repetir-se a realização de rastreios antes do início das aulas, que vão abranger os professores e funcionários de todos os níveis de ensino e os alunos a partir do 3.º ciclo;
  • É também aconselhado o distanciamento físico sempre que possível, a organização dos alunos em "grupos bolha", a preferência por atividades ao ar livre e a definição de circuitos.

Neste ponto do ano — e considerando que uma parte significativa dos alunos já estará vacinada contra a covid-19 no início das aulas —, esta flexibilização das orientações era aguardada pelos pais, de forma a perceber como serão os tempos que se avizinham.

Neste sentido, as regras foram recebidas sem surpresa por parte das famílias, que já antecipavam a manutenção da grande maioria das normas de segurança contra a covid-19 e compreendem a necessidade de que assim seja.

"Nós desejávamos que houvesse algum alívio, mas esperávamos que se mantivessem, uma vez que também se mantêm as regras para a sociedade em geral", reagiu, em declarações à Lusa, Jorge Ascenção, presidente da Confederação das Associações de Pais (Confap).

Também Rui Martins, presidente da Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação (CNIPE), referiu que "esse é o caminho", considerando que "já é tempo suficiente para que as coisas comecem a ir a bom porto".

Por isso, estando tudo explicado, resta apenas — a pais, alunos e professores — aproveitar os últimos dias das férias de verão. Se para alguns a escola já começou hoje, para a grande maioria as aulas começam entre 14 e 17 de setembro. Até lá, que se vão ultimando os preparativos — sem esquecer de incluir máscaras e álcool-gel no material escolar, que vai agora além de livros e canetas.

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