“É um sentimento de dever cumprido (…). Num tempo em que fecho um ciclo, é um facto e que torno público e sem qualquer problema em poder fazê-lo hoje”, afirmou o ministro à margem da cerimónia de assinatura do contrato para a construção de linha de metrobus no Porto.

Questionado pelos jornalistas se ainda estava disponível para integrar o novo Governo, Matos Fernandes disse que este fim de ciclo foi por “decisão própria”.

“É mesmo um fim de ciclo por decisão própria. Não me pergunte se me iam convidar ou não, uns meses antes do convite poder ter sido feito, são seis anos e quatro meses, muitos outros desejos pessoais e profissionais meus e é natural a renovação das equipas. Ser ministro não é propriamente um emprego ou carreira. É a coisa mais normal do mundo sair de onde saio”, explicou.

Também questionado sobre a alegada escolha de Duarte Cordeiro para a pasta do Ambiente, Matos Fernandes escusou-se a comentar.

“Não foi feito nenhum anúncio oficial, só depois é que endereçarei os parabéns a quem for meu sucessor”, referiu.

Dizendo não conseguir fazer “um balanço” dos últimos seis anos, Matos Fernandes lembrou, contudo, que a sua primeira “grande luta” foi “impedir o que vinha do Governo da direita que era a privatização do Metro do Porto, STCP, Metro de Lisboa e da Carris”.

“Valeu mesmo a pena fazer esse combate”, disse o ministro, em funções “legitimas” até ao dia 30 de março.

Considerando que “não deixa encomenda nenhuma a ninguém”, Matos Fernandes afirmou que na área do restauro dos ecossistemas e na valorização do capital natural gostaria de “ter ido mais longe”.

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