O processo, liderado pela Associação Alemã de Organizações de Consumidores (VZBV na sigla, em alemão) e pelo clube de automobilismo alemão ADAC, visa demonstrar que os seus clientes viram os seus carros desvalorizar por terem sido afetados pelo caso da manipulação das emissões e devem por isso ser compensados.

O presidente da VZBV, Klaus Müller, manifestou-se otimista e defendeu que “é possível que o dinheiro flua rapidamente”, apesar de a empresa ter negado um acordo pré-judicial.

Segundo dados do tribunal federal de justiça alemão, até 25 de setembro o número de queixosos atingiu 468.992, mas poderá aumentar, pois as inscrições para fazer parte do processo encerram apenas hoje.

A acusação aponta a recente decisão de uma audiência em Koblenz, que forçou a Volkswagen a indemnizar o proprietário de um monovolume Sharan com 26.000 euros, uma decisão pioneira, tendo o fabricante pedido recurso.

O caso das emissões foi conhecido em setembro de 2015 após investigações nos Estados Unidos, seguindo-se a demissão do presidente do grupo.

A Volkswagen admitiu na altura que milhares de veículos das marcas do grupo com motores diesel de dois litros estavam equipados com um dispositivo para manipular os testes de emissões.

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