“A investigação norte-americana revelou ligações a França. Parece-nos assim fundamental para as vítimas que seja aberta uma investigação em França a fim de que tudo seja esclarecido”, afirmaram, em comunicado, os secretários de Estado para Igualdade, Marlène Schiappa, e da Solidariedade e Saúde, Adrien Taquet.

Epstein, acusado em Nova Iorque de abuso sexual e menores e tráfico sexual de menores, foi detido a 6 de julho passado, quando o seu avião privado aterrou em New Jersey proveniente de França.

O milionário tinha um apartamento em Paris e acabava de passar várias semanas no país, segundo a organização não-governamental “Innocence en Danger” (Inocência em perigo), que já em meados de julho tinha pedido uma investigação em França.

“Tendo em conta o seu perfil, é legítimo perguntar se há vítimas menores” em França, considerou a organização, destacando que, na investigação nos Estados Unidos, há referência “a várias pessoas de nacionalidade francesa”.

No sábado de manhã, Epstein, 66 anos, foi encontrado morto na cela que ocupava na prisão de Manhattan, Nova Iorque, aparentemente por suicídio.

Schiappa e Taquet sublinham no comunicado que a morte do milionário, “que deixa numerosas perguntas sem resposta”, “não deve privar as vítimas da justiça a que têm direito”, “condição essencial da sua recuperação e de uma proteção mais eficaz de outras raparigas no futuro”.

Os dois governantes afirmam a sua determinação na proteção de todas as jovens de “violência sexual e principalmente de redes de exploração criminosa” e anunciam que vão ser adotadas novas medidas no último trimestre do ano.

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