“Após a retratação pública feita pela senhora diretora regional, estando quase no final do seu mandato, não consideramos haver matéria para uma ação de demissão”, disse o ministro da Cultura, numa audição parlamentar, em resposta a pedidos de informação do PCP e do Bloco de Esquerda.

Apesar do esclarecimento de Luís Filipe Castro Mendes, o deputado bloquista Jorge Campos anunciou que o partido irá pedir a demissão de Celeste Amaro.

Em causa estão declarações proferidas por Celeste Amaro no passado dia 02 em Leiria, quando elogiou o grupo de teatro Leirena por ter feito uma programação sem ter recorrido aos apoios da Direção-Geral das Artes.

"Vim cá a Leiria porque, por incrível que pareça, não me pediram dinheiro. Como é possível? Ainda por cima na área do teatro! Foi algo que me tocou bastante. É uma lição de como um grupo de teatro profissional, com três atores, que se dedica de corpo e alma ao seu trabalho, vive sem pedir dinheiro, não incomoda a administração central", disse na altura a diretora-regional.

Dias depois, em comunicado enviado à agência Lusa, Celeste Amaro afirmou que "em circunstância alguma" quis "pôr em causa o trabalho desenvolvido por todos os profissionais de teatro, independentemente das formas que encontram para financiar a sua atividade".

Certo é que, por causa destas declarações, a comissão parlamentar de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto aprovou na terça-feira, por unanimidade, a audição da diretora regional de Cultura do Centro.

“Consideramos que não há falta que justifique uma ação sobre a funcionaria em questão, independentemente da felicidade ou infelicidade das declarações proferidas”, disse hoje o ministro da Cultura.

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